Friolab ou Sitrad: qual a diferença e quando usar cada um
O Sitrad é o software supervisório gratuito da Full Gauge. Ele monitora e configura os controladores da marca dentro de uma instalação, rodando num computador com Windows que precisa ficar ligado no local, ou no aparelho Sitrad InBox. O Friolab é uma plataforma na nuvem que junta o monitoramento de temperatura com a gestão da empresa de refrigeração: ordem de serviço, contrato, PMOC, orçamento e uma área para o cliente final acompanhar a própria operação, com os laudos saindo na marca da sua empresa. Os dois não disputam o mesmo lugar. Se você cuida de uma única instalação cheia de instrumentos Full Gauge, o Sitrad resolve a supervisão. Se você vive de atender clientes e quer ver todas as câmaras de todos os clientes num painel só, transformar alarme em ordem de serviço e cobrar mensalidade de monitoramento, o caminho é o Friolab, que parte de R$ 39 por mês por empresa, tem 14 dias de teste sem cartão e lê direto o Full Gauge MT-512E que já está instalado.
Qual a diferença, em uma frase?
O Sitrad é o supervisório gratuito da Full Gauge: ele enxerga e configura os controladores da marca dentro de uma instalação, rodando num computador com Windows que precisa ficar ligado no local, ou no aparelho Sitrad InBox. O Friolab é uma plataforma na nuvem que olha para a empresa de refrigeração inteira: todas as câmaras de todos os clientes num painel só, com a ordem de serviço, o PMOC e o contrato no mesmo lugar.
Os dois não disputam o mesmo lugar. A pergunta não é qual monitora melhor: é quem vai usar.
Os dois lado a lado
| Critério | Sitrad | Friolab |
|---|---|---|
| O que é | Supervisório Full Gauge | Gestão + monitoramento na nuvem |
| Onde roda | PC Windows no local, ou InBox | Nuvem, navegador e celular |
| Custo | Software grátis, infraestrutura à parte | A partir de R$ 39/mês por empresa |
| Equipamentos | Instrumentos Full Gauge | MT-512E direto + sensor próprio em qualquer marca |
| Vários clientes | Um servidor por instalação | Todos num painel só |
| Alarme | Na instalação e no app | No WhatsApp, com o tempo até estourar |
| OS, PMOC, contrato | Fora do escopo | Na assinatura |
| Área do cliente final | Não tem | Sim, e os laudos saem na sua marca |
| Registro para fiscalização | Relatório no servidor local | Histórico na nuvem, relatório pronto |
Quando o Sitrad sozinho resolve?
Se você cuida de uma instalação só, um supermercado ou uma pequena indústria, toda equipada com Full Gauge, com gente no local e computador disponível. Nesse cenário é difícil errar com ele: é a ferramenta da própria fabricante.
E se o seu dia exige configurar parâmetros finos dos controladores a distância, essa é a casa do Sitrad. O Friolab não se propõe a isso.
O que ele faz bem, e não é pouco: mostra a temperatura dos instrumentos em tempo real, dispara alarmes, gera relatórios e configura os parâmetros a distância. O Sitrad Pro ainda deu um passo real no acesso remoto: cada instalação ganha um número de identidade e você entra de fora sem contratar IP fixo, inclusive pelo celular.
O que considerar antes de depender só dele?
Nada aqui é defeito. É escopo: supervisório serve para supervisionar. A lacuna aparece quando o monitoramento precisa virar operação e receita:
- O servidor é local. O manual da própria Full Gauge diz que o computador precisa ficar ligado o tempo todo. Máquina desligada, travada ou atualizando é monitoramento parado, justamente no fim de semana em que ninguém está lá.
- Cada cliente é um servidor separado. Quem atende dezenas precisa de um computador ou InBox em cada um, e acessa um por vez. Não existe painel único.
- Só fala com instrumento Full Gauge. A câmara do cliente com controlador de outra marca fica de fora.
- O escopo termina no alarme. A ordem de serviço que nasce dele, o histórico do equipamento, o contrato, o PMOC e a cobrança ficam em planilha, papel ou outro sistema.
Quando o Friolab compensa?
Se você vive de atender clientes, e não de cuidar de uma instalação só.
Todos os clientes num mural. Em vez de entrar instalação por instalação, você bate o olho e vê as câmaras de todo mundo. E o aviso não chega quando a temperatura já saiu da faixa: o Friolab lê a curva e manda no seu WhatsApp com os minutos que faltam para estourar.
O alarme vira atendimento. A temperatura sobe, a OS abre já com o histórico daquele equipamento, o técnico fecha no app, sem sinal nenhum dentro da câmara, sincronizando depois, e o cliente recebe o laudo com o seu logo.
Sem servidor no cliente. A placa entra no cabo e lê direto o Full Gauge MT-512E pelo RS-485. Os demais controladores chegam pela integração com o Sitrad, e para equipamento de outra marca há sensor próprio. Se a internet do cliente cai, a placa guarda as leituras e reenvia, e o histórico não fica com buraco, que é o que a vigilância cobra.
A gestão junto. PMOC pela Lei 13.589 com QR Code de verificação, plano de manutenção por equipamento, preventiva por hora de compressor, contrato, orçamento, estoque de peça e nota fiscal, no mesmo sistema e na mesma assinatura.
Monitoramento vira mensalidade. Com o painel, o alarme e o laudo saindo na sua marca, o que hoje é custo passa a ser um serviço que o cliente entende e paga.
Dá para usar os dois juntos?
Dá, e é o cenário mais comum. O cliente grande que já tem a instalação Full Gauge com Sitrad não troca nada: o Friolab lê essa instalação e coloca as câmaras dele no mesmo mural dos outros. Nos clientes menores, sem supervisório, entra a placa ou o sensor direto no equipamento. Você ganha a visão única e o fluxo de OS sem mexer no que já funciona.
Uma coisa que é melhor você saber agora do que depois de fechar: para um sistema de fora ler o Sitrad, a Full Gauge cobra uma licença de API à parte, separada da licença do próprio Sitrad Pro. Quem paga é o dono da instalação, não o Friolab, e para a padaria ou o açougue a conta raramente fecha.
Por isso o caminho principal do Friolab é o outro: a placa no cabo dos controladores não precisa de licença nenhuma. Ela lê o mesmo controlador, pelo mesmo barramento RS-485. Se o seu cliente já tem a licença de API, a gente aproveita. Se não tem, a placa resolve sem custo de licença.
Como decidir sem acreditar em nós?
O caminho mais curto é testar com um cliente real: instale um sensor numa câmara, configure o alarme e acompanhe uma semana.
O Friolab libera os recursos completos por 14 dias, sem cartão de crédito, e os planos partem de R$ 39 por mês por empresa. Dá para deixar configurado em uma tarde. Dúvida sobre a compatibilidade com a instalação que o seu cliente já tem, chame no WhatsApp que a gente olha junto.
Se você também está avaliando um sistema de gestão genérico, o guia Friolab ou Auvo compara os dois, inclusive onde o Auvo é a escolha melhor.
Perguntas frequentes
O Sitrad é pago?
O software em si é gratuito para baixar no site da Full Gauge. O custo está na infraestrutura: um computador com Windows que fica ligado o tempo todo fazendo o papel de servidor da instalação, ou o aparelho Sitrad InBox, além dos conversores que ligam os controladores à rede. O Friolab é uma assinatura mensal que já inclui o monitoramento e a parte de gestão da empresa.
O Friolab substitui o Sitrad?
Depende do uso. Para mexer a fundo nos parâmetros dos instrumentos Full Gauge de uma instalação, o Sitrad segue sendo a ferramenta da própria fabricante. Para acompanhar a temperatura de vários clientes num painel só, transformar alarme em ordem de serviço e dar acesso ao cliente final, o Friolab faz o que o supervisório não se propõe a fazer.
O Friolab funciona com os controladores Full Gauge que já estão instalados?
Sim. A placa do Friolab lê direto, pelo RS-485, o Full Gauge MT-512E Log que já está na instalação. Os demais controladores chegam pela integração com o Sitrad, então o investimento que o seu cliente já fez continua valendo. E para equipamentos de qualquer outra marca existe o sensor próprio do Friolab, que mede a temperatura do ar interno sem depender do controlador.
Preciso de computador no cliente para usar o Friolab?
Não. O sensor envia as leituras direto para a nuvem e você acompanha pelo navegador ou pelo celular, de onde estiver. Se faltar internet no local, o sensor guarda as leituras na memória e reenvia tudo quando a conexão volta, sem buraco no histórico.
Consigo cobrar o monitoramento do meu cliente?
Sim, e esse é um dos usos mais comuns. O alarme no celular, o histórico pronto para a vigilância sanitária e os laudos saindo com a sua marca viram um serviço mensal que você vende. O monitoramento deixa de ser custo e passa a ser receita recorrente.
Quanto custa o Friolab?
Os planos partem de R$ 39 por mês por empresa, e a cobrança é por empresa, não por técnico. Dá para testar os recursos completos por 14 dias sem cartão de crédito, e instalando uma placa de monitoramento no período ganha mais 14 dias. Dá para configurar e começar a usar em uma tarde.